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Perguntas frequentes: Jornalismo para os Direitos Digitais
Reunimos as principais dúvidas sobre a primeira edição do Jornalismo para os Direitos Digitais, uma chamada da Derechos Digitales para apoiar investigações jornalísticas sobre tecnologia, poder e direitos humanos na América Latina e no Caribe. Aqui você encontrará informações sobre quem pode se candidatar, que tipo de propostas buscamos, como funciona a bolsa e quais são as principais etapas do processo.
O que é o Jornalismo para os Direitos Digitais?
É uma iniciativa da Derechos Digitales que busca apoiar investigações jornalísticas que conectem os debates sobre tecnologia a seus impactos concretos em pessoas, comunidades e territórios da América Latina e do Caribe.
Nesta primeira edição, serão selecionadas quatro propostas, que receberão uma bolsa de USD 5.000 cada uma, além de acompanhamento editorial e de pesquisa durante quatro meses.
É necessário ser jornalista para se candidatar?
Não é necessário ter formação superior em jornalismo. No entanto, é requisito ter experiência ampla e comprovável no desenvolvimento de trabalhos jornalísticos, especialmente em investigação, reportagem ou produção de conteúdos aprofundados.
A chamada é destinada a pessoas com trajetória no exercício do jornalismo, seja em meios de comunicação, projetos independentes ou outros espaços ligados ao jornalismo. Portanto, não basta ter interesse ou conhecimentos sobre tecnologia e direitos humanos: a experiência jornalística será um dos antecedentes considerados na avaliação.
É necessário trabalhar em um meio de comunicação?
Não é necessário fazer parte da equipe permanente de um meio de comunicação. Podem se candidatar jornalistas e comunicadores/as independentes, freelancers ou pessoas que desenvolvam seu trabalho em outros espaços, desde que cumpram os requisitos de experiência estabelecidos na chamada. No entanto, toda proposta deve contar com o compromisso de um meio de comunicação de publicar o trabalho resultante.
Posso apresentar uma investigação que desenvolverei junto com um coletivo ou uma equipe?
Sim. Uma investigação pode ser desenvolvida por um coletivo ou uma equipe, desde que cumpra os demais requisitos da chamada e conte com o compromisso de um meio de comunicação para sua publicação.
No entanto, a candidatura deve ser apresentada por uma pessoa responsável, já que o formulário solicita antecedentes individuais, como currículo e trabalhos ou investigações jornalísticas anteriores. Essa pessoa será a principal referência da proposta durante o processo de seleção e acompanhamento.
Na candidatura, será possível indicar que a investigação será desenvolvida coletivamente e fornecer informações sobre a equipe, quando pertinente.
Se formos uma equipe, cada integrante deve apresentar uma candidatura?
Não. Deve ser apresentada uma única candidatura, em nome da pessoa responsável pela proposta. Os antecedentes solicitados no formulário, como currículo e investigações ou trabalhos anteriores, devem corresponder a essa pessoa.
Se nos candidatarmos como equipe, receberemos uma bolsa por integrante?
Não. Cada proposta selecionada receberá uma única bolsa de USD 5.000, independentemente do número de pessoas que participem de seu desenvolvimento. Se a investigação for coletiva, a equipe poderá decidir internamente como distribuir esses recursos.
Se formos um coletivo, podemos publicar a investigação em nossa própria página?
A investigação deve contar com o compromisso de publicação de um meio de comunicação. Um site, organização ou coletivo pode cumprir esse requisito se funcionar efetivamente como um meio jornalístico.
Se a página do coletivo não corresponder a um meio de comunicação, será necessário contar com o compromisso de outro meio que publique o trabalho. Em todos os casos, esse compromisso deverá ser comprovado por meio da carta editorial solicitada na candidatura.
Jornalistas freelancers podem se candidatar?
Sim. Pessoas que trabalham de forma independente ou como freelancers podem se candidatar, desde que tenham experiência jornalística comprovável e contem com o compromisso de um meio de comunicação de publicar a investigação.
É necessário ter experiência em tecnologia ou direitos digitais?
Não. Não é necessário ser especialista em tecnologia nem ter trabalhado anteriormente com direitos digitais. O que buscamos é uma experiência jornalística sólida e uma proposta capaz de investigar criticamente como as tecnologias e as relações de poder associadas a elas afetam pessoas, comunidades e territórios.
A investigação precisa abordar mais de um país?
Não. A investigação pode ter um enfoque local, nacional ou regional. O importante é que haja uma pergunta jornalística clara, uma proposta viável e uma conexão relevante com os debates sobre tecnologia e direitos humanos na América Latina e no Caribe.
A proposta precisa estar completamente investigada no momento da candidatura?
Não. Espera-se um projeto de investigação suficientemente desenvolvido para que seja possível avaliar sua relevância, enfoque, metodologia e viabilidade. A investigação propriamente dita será desenvolvida durante o período da bolsa.
Posso apresentar uma investigação que já está em andamento?
A proposta apresentada deve ser original e estar alinhada às temáticas e prioridades da chamada. Caso já exista um trabalho prévio sobre o tema, a candidatura deverá indicar claramente qual é a investigação que será desenvolvida no âmbito do programa.
Quais temas as investigações podem abordar?
As propostas devem abordar temas relacionados a tecnologia, poder e direitos humanos. Entre as áreas de interesse estão a proteção de dados pessoais e a privacidade; a inteligência artificial e os direitos humanos; a digitalização e a datificação de serviços públicos; as condições de trabalho em plataformas; a vigilância, o reconhecimento facial e outras tecnologias de controle; o poder das plataformas digitais; a moderação de conteúdos; infâncias e conectividade, entre outros temas relacionados.
Que tipo de histórias buscamos?
Buscamos investigações jornalísticas aprofundadas que conectem as transformações tecnológicas a seus impactos concretos em pessoas, comunidades e territórios. Serão especialmente valorizadas propostas que coloquem no centro as experiências de pessoas ou comunidades afetadas por tecnologias, deem visibilidade a impactos pouco explorados, investiguem as assimetrias de poder entre Estados, empresas e cidadãos, ou incorporem perspectivas de gênero, trabalho e desigualdade.
Em quais formatos o trabalho pode ser desenvolvido?
As investigações podem ser desenvolvidas em diferentes formatos jornalísticos: reportagens escritas, peças audiovisuais, podcasts, vodcasts ou outros formatos de investigação jornalística. O produto final deverá ser equivalente, em alcance e profundidade, a uma reportagem escrita de aproximadamente 8.000 a 12.000 caracteres. O formato definitivo será acordado durante o processo de acompanhamento.
O que deve ser incluído na candidatura?
A candidatura deve incluir:
- Um brief de investigação de no máximo 2.500 palavras, incluindo título, tema, enfoque, hipótese e metodologia.
- A identificação do meio de comunicação no qual se pretende publicar a reportagem.
- Uma carta de compromisso editorial do meio de comunicação.
A proposta deve ser original e estar alinhada às temáticas e prioridades da chamada.
O que deve constar na carta de compromisso editorial?
A carta deve deixar registrado que o meio de comunicação conhece a proposta apresentada e se compromete a publicar o trabalho resultante caso seja selecionado e cumpra os acordos editoriais estabelecidos entre o meio e a pessoa ou equipe responsável pela investigação.
Não é exigido um formato específico para a carta, mas ela deve identificar claramente o meio de comunicação, a proposta e a pessoa responsável pela candidatura.
Quanto tempo dura o programa?
O programa tem duração de quatro meses e será desenvolvido principalmente de forma remota. Os estágios terão início em novembro de 2026 e as reportagens deverão ser publicadas em abril de 2027.
O que a bolsa inclui?
Cada jornalista selecionado/a receberá uma bolsa de investigação de USD 5.000. Além disso, durante o desenvolvimento da investigação, contará com acompanhamento editorial e de pesquisa por parte da Derechos Digitales e terá acesso a pesquisas e fontes especializadas que possam contribuir para o desenvolvimento da reportagem.
A Derechos Digitales terá controle editorial sobre as reportagens?
Não. As reportagens são projetos jornalísticos independentes. As decisões editoriais e a responsabilidade por seus conteúdos cabem a cada jornalista e ao meio de comunicação no qual forem publicadas.
O acompanhamento da Derechos Digitales será voltado a apoiar o processo de investigação e facilitar o acesso a conhecimentos e fontes especializadas, sem interferir nas decisões editoriais da reportagem.
Como as propostas serão selecionadas?
As propostas serão avaliadas considerando sua originalidade e relevância pública, viabilidade jornalística, potencial de impacto, qualidade narrativa e metodológica, capacidade de ampliar os debates sobre direitos digitais, enfoque territorial ou regional, perspectiva de direitos humanos e diversidade.
A avaliação das propostas será realizada durante o mês de outubro de 2026.
É permitido utilizar ferramentas de inteligência artificial para preparar a candidatura?
Não. As propostas devem ser de elaboração própria e não é permitido o uso de ferramentas de inteligência artificial generativa para sua produção ou criação. A Derechos Digitales poderá excluir do processo de seleção candidaturas nas quais seja identificado o uso desse tipo de ferramenta.
Até quando é possível se candidatar?
As candidaturas estarão abertas até 4 de outubro de 2026. A candidatura deve ser realizada por meio do formulário disponível na chamada.
Associações de profissionais da comunicação são consideradas meios de comunicação?
Não. Para os fins desta chamada, associações, conselhos profissionais, sindicatos ou outras organizações de profissionais da comunicação não são consideradas meios de comunicação, mesmo que desenvolvam atividades de divulgação ou produzam conteúdos.
Para se candidatar, é necessário contar com o compromisso de um meio de comunicação de publicar a reportagem caso a proposta seja selecionada. Não é necessário que o/a jornalista trabalhe atualmente nesse meio nem que colabore regularmente com ele.